Balanço 2004
Consideramos 2004 o ano em que o Movimento Orla Livre (MOL) define a clara intenção de existir como agente social na luta pela urbanização e abertura da orla de Belém para sua população. O MOL não possui personalidade jurídica constituída seja ela de ONG, fundação ou OCIP. É desvinculado de qualquer partido político ou representantes eleitos. O movimento é de natureza social e todos que se associam, pessoa física ou jurídica, são voluntários. Portanto, não há vínculo empregatício ou relação contratual. O carinho por Belém é que nos une. Os itens abaixo reproduzem algumas das atividades desenvolvidas no período.
Planejamento
O planejamento foi o fator decisivo para o desempenho positivo em 2004. Definiram-se três temas estratégicos para nortear os nossos objetivos e ações: exercer pressão social, propor recomendações urbanas a partir do estudo da questão, diálogar com todos os agentes sociais envolvidos e monitorar a orla a fim de alertar as autoridades responsáveis quando da ocupação desordenada da mesma.
Divulgação
A Internet tem sido o principal espaço de divulgação pública e interação dos associados. Construiu-se o sítio www.orlalivre.com.br na web e o informativo regular “Orla News” é enviado para os que se cadastram via correio eletrônico. A panfletagem também foi uma prática comum.
Outros meios de comunicação foram utilizados na tentativa de atingir uma maior audiência: artigos e notícias em jornais e três entrevistas em redes de rádio e televisão.
Voluntariado
A força de qualquer movimento social é proporcional ao entusiasmo, adequação aos seus princípios, coesão e determinação de seus voluntários. Em 2004 uniram-se ao movimento aproximadamente 200 (duzentas) pessoas catalisadas pelo sonho comum de ter a orla de Belém livre para os que nela habitam. Agradecemos a todos.
Computação gráfica
A concepção artística da orla por Gaspar e Edgar Rocha traz a sensação do possível e alimenta a vontade de “passear” na beira do rio. Sem dúvida, a beleza do trabalho induz a captação de novos voluntários.
Finanças
As eventuais contribuições financeiras provêm dos voluntários. A venda de camisetas foi a principal fonte de receitas. Estas foram usadas para impressão de panfletos ou na organização dos eventos.
Eventos
A Remada da Orla tem caráter de mobilização e teve duas edições, uma em cada semestre. O tom esportivo e lúdico foi dado pelos veleiros, canoas regionais, barcos de apoio e caiaques no trajeto da UFPa até Icoaraci. Contou com o registro da imprensa e de fotógrafos do FotoAtiva.
A problemática da orla foi discutida no Seminário da Orla, realizado no auditório do POEMA, com o apoio da Casa de Estudos Germânicos e Associação de ex-alunos bolsistas da Alemanha sob a coordenação do Prof. José Ramos. Palestraram Luis Lacerda (MOL), Prof. Flávio Nassar (Arquiteto), Neuton Miranda (Gerente Regional do Patrimônio da União) e Prof. Saint-Clair (Geógrafo). Representantes do governo e prefeitura estiveram presentes.
Convidados pelo Arraial da Pavulagem o MOL acompanhou o Cordão do Peixe-boi com uma canoa regional pelas ruas da cidade velha. Expressão de um brincante ao ver o artefato no meio do rio de pessoas: “É surreal!”
O Movimento compareceu à audiência pública sobre terrenos de marinha na câmara dos vereadores onde contribuiu com artigos referentes à legislação pertinente. Participou nas reuniões do Patrimônio da União a respeito do Projeto Orla do Governo Federal, e em fóruns de meio ambiente.
Correções de rota (2005)
- Projetar discussão junto à comunidade do entorno. Ademais, a classe estudantil está pouco representada. Sugerem-se palestras nas escolas e estudos de percepção da paisagem no entorno do rio junto às crianças do lugar.
- Apesar da visibilidade alcançada necessita-se de regularidade na mídia, quiçá com a ajuda de profissionais de comunicação.
- Apenas um número pequeno de arquitetos e urbanistas se fez presente na discussão do tema que lhes é próprio. Chamá-los.